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Bicicleta no cotidiano: lições do interior

Oito bicicletas aparecem nesta imagem registrada na tarde de sexta-feira em São Bento do Sapucaí, interior de São Paulo. A foto foi tomada ao acaso e sem a intenção de dar foco para as bikes. Mas elas estavam lá em todos os lugares e convidam à reflexão.  Muitas das motivações que levam à escolha óbvia pelas magrelas em cidades do interior permanecem imutáveis até mesmo nas metrópoles.

1) Economia – As magrelas não pedem água nem capim. São mais simples de manter do que os cavalos ou burros. Nem vale a pena comparar com automóveis.

2) Praticidade – Basta sentar e girar os pedais, sem cerimônia ou necessidade de habilitação complexa. Depois de pedalar e chegar ao destino, encoste o camelo na parede, cumpra sua tarefa e volte para casa sem estresse.

3) Convivência –  Na velocidade das magrelas é possível dizer bom dia para quem passa ou tirar uma mão do guidão e agradecer o condutor que respeita distância do ciclista. Ninguém está oculto pela película no vidro, todos se encontram facilmente.

4)  – Saúde – Muitos dos habitantes dessas cidades pequenas têm uma vida menos sedentária do que aqueles que vivem em uma cidade como São Paulo. Pedalar para comprar pão, buscar verduras ou ir à missa é tão natural quanto outras atividades.

Ok, os pontos negativos também existem, mas vejamos… Na hora de grandes cargas, ao menos em São Bento do Sapucaí, podemos contar com uma Kombi Táxi! Na chuva, melhor ficar em casa se o pedal não for urgente. Os morros? Basta ter disposição ou descer e empurrar uns metros. A segurança? Ninguém rouba as Barra-forte ou Caloi Ceci que rodam aos montes por lá. Acidentes parecem ser coisa rara…

Não conversei com nenhum ciclista nativo. Quase certo que muitos deles preferiam estar dirigindo carros ou pilotando motos 125 cc.  Óbvio, eles assistem comerciais e querem subir na pirâmide social. O símbolo maior da classe média ainda é o automóvel. Alguém duvida que, motorizados, todos acreditariam estar mais próximos de  “economia, praticidade, saúde e convivência” ?

No adro da Matriz, o bicicletário. Pelo bagageiro deformado, dá para ver que essa Barra Circular já trabalhou bastante. Ah, a festa junina da escola local tinha como melhores prêmio duas bikes.

Ideias de adesivos para sua bike







Achei na net via Fixa Sampa. Os adesivos são vendidos nesse site americano.

Seguro para bike em estacionamento é aprovado, mas falta sanção do prefeito Kassab

Recebo centenas de releases ruins por dia. O que segue abaixo me agradou.
Foi aprovada em segunda votação a lei que determina que roubo de motos e bikes sejam ressarcidos pelos estacionamentos.  Ponto para o vereador autor da lei. A assessoria diz que ele tem projeto de lei sobre ciclovias, quero ver. (Mas, lembro que a cidade já tem uma lei que determina que vias novas ou reformadas devem contemplar espaço para as bikes. Essa lei é solenemente ignorada. ) Sobre o estacionamento, ainda falta o Kassab sancionar. Será que ele vai vetar?

Câmara aprova projeto de lei que prevê seguro para motos e bicicletas

Aprovado hoje, na Câmara Municipal de São Paulo, o Projeto de Lei que prevê a ampliação da cobertura de seguro contra roubos em estacionamentos. A iniciativa partiu do vereador Chico Macena, depois de receber reclamações de munícipes indignados com a postura de estabelecimentos comerciais que protelavam para ressarcir clientes que tinham seus veículos furtados em suas dependências, alegando que, de acordo com a lei, o seguro existente cobria apenas os veículos de passeio.

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Ajustar a bike ao seu corpo é fundamental

Durante uma sessão de bike fit, câmera é usada para registrar posicionamento do ciclista, antes e depois dos ajustes

# Regra número 1: Seu corpo não deve se adequar à bicicleta.
A bike é que deve ser ajustada para seu corpo.

Os iniciantes no ciclismo, mountain bike ou no uso da bike para transporte têm direito de se assustar: bicicleta tem tamanho. São como roupas, sapatos e tantas outras coisas que lidamos no dia-a-dia. Achar a bicicleta ideal para seu corpo e ajustá-la corretamente é garantia de pedaladas mais prazerosas. Depois de quase dois anos de volta aos pedais, fiz o meu primeiro bike fit. O procedimento nada mais é que tomar as medidas do corpo do ciclista e reposicionar peças e ajustes da bike em função do corpo do atleta.

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SP terá corrida informal de bicicletas – Alleycat

Depois de Curitiba ter realizado sua primeira Alleycat, chegou a vez dos ciclistas – em sua maioria adeptos das rodas fixas – realizarem a primeira corrida informal de bicicletas dentro do trânsito paulistano. Será nesta sexta, às 21h. As tais Alleycat começaram como tipo de competição entre ciclistas mensageiros (ver no Wikipidia http://en.wikipedia.org/wiki/Alleycat_races) e hoje foram apadrinhadas também por ciclistas urbanos, sobretudo entre o universo um tanto underground dos fixados. Para saber mais sobre os fixados, ler em Fixa Sampa http://fixasampa.wordpress.com/sobr/.

Uma bela fixa é um dos meus sonhos de consumo, mas esse é motivo de outro post. No fundo, estava refletindo se gostou ou não das Alleycats… Minha tendência é achar super divertido, desafiador e eu gostaria até de alinhar na largada. Mas, tenho amor aos meus dentes. E também tenho muito receio do que um acidente em uma prova informal como essa pode causar na imagem do movimento. Sei lá, bom nem ficar pensando muito nisso. Afinal, tão ou mais perigoso que uma corrida dessas é andar no meio do trânsito.

Mas, por enquanto, nem penso em pautar uma cobertura jornalística sobre a iniciativa. Com certeza, a análise imparcial do fato obrigaria reflexões pouco favoráveis aos competidores. Sorte para eles e vida longa ao ciclismo, na modalidade ou na loucura que cada um quiser.

Para Lula, alargar avenidas é parte da solução

O presidente deu ontem entrevista para o Canal Livre, da TV Bandeirantes. Foi abordado sobre os temas habituais e, também, questionado sobre trânsito. A resposta dele, ex-metalúrgico de São Bernardo do Campo, berço das montadoras, é emblemática. Ele não ignora a palavra mobilidade urbana, cita Metrô, mas… Ao menos a síntese do pensamento é um tanto “monstruoso”:

Jornalista: Precisa melhorar o trânsito porque morre um motoqueiro por dia para entregar pizza, Presidente.

Presidente: Aliás, esses dias eu vi um filme… Aliás, um dia desses eu vi um filme no canal, acho que é no canal Brasil, sobre a questão do motoboy, que eu fiquei impressionado. A gente, quando vê eles passarem e a gente está no carro, a gente fica até incomodado, não é? “Estão atrapalhando o trânsito”. Mas a vida que eles levam é uma vida realmente difícil.

Jornalista: São seis milhões…

Jornalista: Não é fácil…

Presidente: …difícil. Então, veja, eu acho que tem que melhorar o trânsito, tem que ter mais estradas. Eu acho o seguinte: não me peçam para parar de vender carro. Porque tem gente que fala para mim: “Puxa, Presidente, tem muita gente com carro, já”. Tem pouca gente, no Brasil, com carro. A maioria não tem carro. É melhor fazer mais estradas, fazer mais ruas, alargar avenidas, fazer mais metrô, fazer mais coisas… tudo isso nós temos que fazer. É por isso que nós estamos colocando, no PAC 2, uma preocupação essencial com as grandes regiões metropolitanas, tratando da questão da mobilidade urbana, porque nós temos a Copa do Mundo, porque nós temos as Olimpíadas e também porque nós precisamos melhorar a vida do nosso povo e ajudar os prefeitos deste país.
“.

Leia mais no G1. No e-Band, a íntegra da entrevista em vídeo ou no site do Planalto a íntegra em texto.

O trecho acima foi retirado do site do Planalto, os sites de notícias editaram a resposta. Antes da digressão sobre o trânsito, Lula falava sobre inovação e disse que motoboy entregando pizza era exemplo de inovação. Foi a partir disso que se falou de trânsito. Conversando com uma amiga que sempre cobre eventos do Lula em São Paulo, ela ressaltou que o raciocínio dele tem sido esse, de assumir a missão de aumentar a parcela da população com carros. Segundo ela, Lula já falou outras vezes sobre o tema, defendendo a mesma posição: parte da grita contra a venda de carros é resultado do pensamento de uma elite que já tem seus automóveis e não quer a ampliação do benefício para os mais pobres.

Ela notou que dessa vez Lula interrompeu seu raciocínio habitual e destacou investimentos do PAC em mobilidade. Citou até Metrô. Aleluia, consolador. Mas, ao menos para mim, é muito pouco mesmo, quero mais do líder do país quando o assunto é trânsito. Não dá para simplesmente defender o crescimento no uso dos carros, defender avenidas mais largas. Francamente. Vivo em São Paulo, o exemplo eu vejo todo dia e sinto nos meus pulmões. Não há vias para serem ampliadas. Quero ruas para andar, pedalar, jogar bola, conviver. Não quero mais ruas para mais carros.

O pensamento do presidente, tal como exposto acima, é rasteiro. Claro, se ele fosse esmiuçar o tema, teria mais a contribuir, Mesmo assim, o que me preocupa mesmo é o resumo do pensamento. É inacreditável pensar que não temos uma terceira via entre andar a pé e comprar um carro. Se a questão é apenas defender empregos, vamos defender mais gente fumando para dar emprego nas indústrias de tabaco.

Paixão pelas bikes vira tatuagem

Se encontrar com essa tatuagem pelas ruas e estradas, empurrando esta bike branca, pode mandar um alô pois você encontrou o responsável por esse blog.

Ficou inspirado? Veja aqui mais fotos de tattoos relacionados às bikes: http://www.flickr.com/photos/93537824@N00/