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Em teste, Nokia 5800 Comes With Music

gato

A foto acima foi registrada pela câmera do Nokia 5800 que estou testando. Para ficar só na avaliação do registro de foto e vídeo, comento que a câmera tem processamento mais rápido do que a do N95 clássico. A qualidade das fotos parece ser bem semelhante, entretanto, fiquei com a impressão de que a sensibilidade dela a ambientes com pouca luz é inferior.

Além disso, achei ruim a qualidade dos vídeos. Imagem pixalizada, definitivamente os registros feitos por mim obtiveram uma qualidade inferior às fotos. Se comparada com a qualidade dos vídeos do N95, melhor nem comentar.

Mas, vale dizer que a vantagem competitiva do aparelho não é o registro de imagem. São suas qualidades como reprodutor de áudio e sua interface com tela sensível. Nisso, ele realmente é muito interessante. O som é de ótima qualidade, embora pareça ter a ‘altura’ do volume limitado (o N95 faz mais ‘estardalhaço’, embora não tenha a mesma definição de som. Mas, por exemplo, ao ouvir rádio dentro do ônibus, mesmo no volume máximo, perdi detalhes da notícia durante alguns momentos mais barulhentos do trânsito de São Paulo). Uma dica para quem vai comprar o aparelho é já investir em um bom fone de ouvido sem fio ou outro do gênero. O fone fornecido na caixa não está no nível do aparelho.

Quem comprar vai se divertir com a caneta para uso da tela, a facilidade de digitar mensagens e inserir dados. Mas, eu vou confessar uma coisa: meu próximo celular ainda não é o 5800. Vou esperar pelo N97… De toda forma, não desaconselho a compra do 5800. É um celular elegante e funcional. Infelizmente, não testei a navegação web: naquela tela expandida que ele tem, deve ser bastante confortável visitar sites. Enfim, nossos brinquedinhos estão cada vez melhores e diversificados. Tem modelo para todos os gostos e limites de cartão de crédito.

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Histórico de notícias na web

O “The Guardian” dá caminhos para os produtores de web. Eles têm uma forma interessante de mostrar o histórico do artigo: basta clicar para uma janela abrir na própria página com data de publicação e afins. Na web tupiniquim, é comum ver sites acrescentaram no corpo do texto a informação de que a matéria foi alterada em determinado horário para o acréscimo de notícias ou simplesmente uma inclusão de horário em que a matéria foi atualizada.

Particularmente, tendo a acreditar que o leitor não busca essas informações de bastidores. O recurso que faz o histórico da notícia aparecer ao ser clicado me parece um recurso útil. Afinal, só interessa aos próprios jornalistas essa competição por segundos na data da publicação, por não mostrar que a notícia que está no ar foi alterada ou não dar pistas sobre correções que foram feitas no texto.

Quando o assunto é navegação, arquitetura da informação e design, nem sempre esconder é deixar de ser transparente.

O apocalipse do jornalismo em 2021

Cheguei surfando ao site do livro Nosotros, el medio. O trabalho mostra como a audiência define o futuro do jornalismo. No prefácio, os autores apontam que futurólogos já dataram o começo da nossa “época de ouro” do jornalismo. Acreditam que, em 2021, mais da metade das notícias serão produzidas colaborativamente. Faltou tempo para ler as 70 páginas do trabalho, que creio vai bem além do achismo do conceito acima. Entretanto, se a análise das transformações do universo jornalístico mantiver esse viés, deixo algumas perguntas para a leitura do trabalho:

1 – Como conciliar aumento da participação dos leitores nos media comerciais com qualidade editorial?
2 – Nos grandes veículos, jornalismo colaborativo ficará restrito, no futuro, aos furos e imagens de flagrantes? Enfim, os leitores substituirão apenas algumas tarefas de repórteres e fotógrafos das editorias de cotidiano e cidades?
3 – Quais estratégias, além da pura e simples incorporação, os media adotarão para minar a influência de eventuais canais de jornalismo colaborativo independente? Será essa a intenção?
4 – Como anda a credibilidade dos weblogs e outros meios que não têm selo de grandes veículos? Se os media já embarcam em falsas quedas de avião, isso não pode acometer com mais freqüência os “jornalistas cidadãos”?
5 – Jornalismo colaborativo nos grandes veículos: Quais os critérios para filtrar as notícias? Um dia haverá remuneração? Há projetos que retribuem minimamente o leitor pelo envio de uma foto, como faz o Estadão quando as publica em versão impressa.
6 – O convite para a participação do leitor não derruba o poder do media, já que ele admite não ser o dono da história?

O apocalipse do jornalismo como o conhecemos não deve estar assim tão perto. Por um lado, ele já começou faz tempo, vai durar ainda muito mais e, no fim das contas, é difícil prever como será o outro lado. Tenho minhas dúvidas se haverá, como diz o autor, o começo de uma época de ouro do jornalismo. Na minha opinião, está mais fácil celebrarmos o advento da época de ouro da comunicação multifacetada, das informações cotidianas em acessórios móveis e do entretenimento digital. O jornalismo? Vamos estudar, mas por enquanto, arrisco que ele seguirá mais desprestigiado do que antes e terá mesmo que se reinventar.

Videocats culturais direto do Canadá

Vou apenas dar a dica, depois comento um pouco mais. Vejam o site:
http://www.dailymotion.com/montrealonlinepress

Duas amigas que entendem muito de televisão estão no frio, divididas entre o inglês e o francês, capturando imagens e contando o que há de melhor no Canadá. Vale muito! No site de compartilhamento de vídeos, há boas histórias.

Jornalismo participativo: vc no G1

Como definir quais contribuições de leitores devem ser publicadas em um portal ou jornal?
Quais os critérios e processos utilizados pelos editores? Márcia Menezes, diretora de conteúdo do Portal de Notícias da Globo, explica abaixo algumas das questões do ‘jornalismo cidadão’.

Jornalismo, vc no G1



Líderes de audiência

Clique na imagem para ampliar se você acompanha o movimento da audiência dos grandes portais brasileiros. Ontem, postei sobre o tamanho da audiência. Agora é a vez de falar sobre o que faz a audiência. A matéria é do Valor Econômico de hoje e mostra que os portais nacionais disputam pageviews com empresas estrangeiras. De acordo com dados do Ibope e comScore de dezembro de 2007, Uol tem 14 milhões de visitantes, seguido do Terra (12), IG (11) e Globo (10).
Läeres de audiência - Valor Econômico

42,6 milhões estão plugados

Dados da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad) mostram que o número no título é o total de pessoas com acesso à rede no Brasil. Saltamos de 14,3 milhões, em 2002, para 42,6 milhões, em 2006. Tem muita gente sem saber o que fazer na web e muita web sem saber o que fazer com essa gente…

Veja a notícia (meio confusa) aqui.