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Bispos e religiosos divulgam nota pró-Dilma e contra difamações

Bispos ligados à Teologia da Libertação, agentes de pastorais sociais, pastores e intelectuais divulgaram nesta quinta-feira (15) uma carta de apoio a Dilma Rousseff. Eles criticam o uso demagógico da questão religiosa nas eleições.

(Veja a íntegra do texto abaixo)

(OBS: este post foi linkado no site do filósofo Olavo de Carvalho (quem é?) e em outros blogs católicos. Visitantes desses sites deixaram aqui comentários que nos dão uma dimensão de como pensam parte daqueles que fazem nossa Igreja Católica. Aprovei todos os comentários, mesmo eu tendo considerado muito deles ofensivos, para que aqui ninguém reclame de falta de espaço para se expressar; para o bem ou para o mal.
)

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As capas de Veja

Veja bem…

Inspiração, falta de inspiração ou apenas falta grave?

Pesquisa eleitoral só é lucro certo para instituto de pesquisa

É certo que os institutos são os maiores beneficiados com as pesquisas eleitorais, como a divulgada ontem pelo Sensus e que mostra empate entre Serra e Dilma. Afinal, esse é o negócio deles… Mas, desde o fim de semana esse levantamento é alvo de polêmica. Quem seria o real contratante da pesquisa? A quem interesse o resultado anunciado? Quais formas são possíveis para manipular os números? Quem ganha com o resultado?

As questões acima e muitas outras são dignas do Observatório da Imprensa. A Folha mostrou que o primeiro sindicato apontado como contratante negava, o tesoureiro do segundo não sabia de nada. Mais tarde o presidente do Sintrapav disse que sim, eles encomendaram. A Força Sindical, que é ligada ao contratante e ao PDT (partido da base de DIlma), divulgou os números.

Os tucanos reclamaram. Arthur Virgílio (leia aqui para assinantes Folha e UOL) disse que acha surreal sindicato contratar pesquisa. Ao ler isso, lembrei que entidades patronais contratam, e muitas. E interesse por interesse, até mesmo a imprensa tem lá os seus. O que nem sempre é claro são quais interesses estão em jogo e quais os critérios que fazem determinadas sondagens ganharam destaque na mídia e outras não.

Sendo assim, eu continuo com a certeza de que só instituto tem lucro certo com pesquisa eleitoral. Não sei como sindicalistas, empregadores e outros ‘atores sociais’ podem se beneficiar desses levantamentos. Fica a dica de pauta, incluindo citar quanto custa cada um desses levantamentos. E acho importante até mesmo informar a diferença de preço entre uma pesquisa Ibope, Datafolha, Sensus, Vox Populi e etc…

Para Lula, alargar avenidas é parte da solução

O presidente deu ontem entrevista para o Canal Livre, da TV Bandeirantes. Foi abordado sobre os temas habituais e, também, questionado sobre trânsito. A resposta dele, ex-metalúrgico de São Bernardo do Campo, berço das montadoras, é emblemática. Ele não ignora a palavra mobilidade urbana, cita Metrô, mas… Ao menos a síntese do pensamento é um tanto “monstruoso”:

Jornalista: Precisa melhorar o trânsito porque morre um motoqueiro por dia para entregar pizza, Presidente.

Presidente: Aliás, esses dias eu vi um filme… Aliás, um dia desses eu vi um filme no canal, acho que é no canal Brasil, sobre a questão do motoboy, que eu fiquei impressionado. A gente, quando vê eles passarem e a gente está no carro, a gente fica até incomodado, não é? “Estão atrapalhando o trânsito”. Mas a vida que eles levam é uma vida realmente difícil.

Jornalista: São seis milhões…

Jornalista: Não é fácil…

Presidente: …difícil. Então, veja, eu acho que tem que melhorar o trânsito, tem que ter mais estradas. Eu acho o seguinte: não me peçam para parar de vender carro. Porque tem gente que fala para mim: “Puxa, Presidente, tem muita gente com carro, já”. Tem pouca gente, no Brasil, com carro. A maioria não tem carro. É melhor fazer mais estradas, fazer mais ruas, alargar avenidas, fazer mais metrô, fazer mais coisas… tudo isso nós temos que fazer. É por isso que nós estamos colocando, no PAC 2, uma preocupação essencial com as grandes regiões metropolitanas, tratando da questão da mobilidade urbana, porque nós temos a Copa do Mundo, porque nós temos as Olimpíadas e também porque nós precisamos melhorar a vida do nosso povo e ajudar os prefeitos deste país.
“.

Leia mais no G1. No e-Band, a íntegra da entrevista em vídeo ou no site do Planalto a íntegra em texto.

O trecho acima foi retirado do site do Planalto, os sites de notícias editaram a resposta. Antes da digressão sobre o trânsito, Lula falava sobre inovação e disse que motoboy entregando pizza era exemplo de inovação. Foi a partir disso que se falou de trânsito. Conversando com uma amiga que sempre cobre eventos do Lula em São Paulo, ela ressaltou que o raciocínio dele tem sido esse, de assumir a missão de aumentar a parcela da população com carros. Segundo ela, Lula já falou outras vezes sobre o tema, defendendo a mesma posição: parte da grita contra a venda de carros é resultado do pensamento de uma elite que já tem seus automóveis e não quer a ampliação do benefício para os mais pobres.

Ela notou que dessa vez Lula interrompeu seu raciocínio habitual e destacou investimentos do PAC em mobilidade. Citou até Metrô. Aleluia, consolador. Mas, ao menos para mim, é muito pouco mesmo, quero mais do líder do país quando o assunto é trânsito. Não dá para simplesmente defender o crescimento no uso dos carros, defender avenidas mais largas. Francamente. Vivo em São Paulo, o exemplo eu vejo todo dia e sinto nos meus pulmões. Não há vias para serem ampliadas. Quero ruas para andar, pedalar, jogar bola, conviver. Não quero mais ruas para mais carros.

O pensamento do presidente, tal como exposto acima, é rasteiro. Claro, se ele fosse esmiuçar o tema, teria mais a contribuir, Mesmo assim, o que me preocupa mesmo é o resumo do pensamento. É inacreditável pensar que não temos uma terceira via entre andar a pé e comprar um carro. Se a questão é apenas defender empregos, vamos defender mais gente fumando para dar emprego nas indústrias de tabaco.

Onde estão os marxistas?

De uma parede no corredor da Faculdade de Letras, na USP.

Alckmin desligou o telefone na minha cara

ou REVOLTA DO TELEMARKETING

Decepcionado. Atendo o telefone, mal digo alô e o candidato a prefeito Geraldo Alckmin começa a falar de suas propostas para o Centro de São Paulo. Moro na esquina da Santa Cecília com a Barra Funda, o assunto prometido me fez manter o fone em punho. Mas ele desistiu. Não tinha terminado de completar uma frase sobre o investimento na Guarda Civil Metropolitana e desligou o telefone na minha cara. Acho que a gravação está traumatizada. Resolveu calar antes que o eleitor fizesse isso por ele.

PS: Quase me esqueci. O caso desta terça me lembrou uma ligação que eu recebi no sábado. A atendente de telemarketing do Santander desceu do salto após eu ter dito que não concordava com esse tipo de marketing, que tinha sido atrapalhado em uma atividade importante para atender uma ligação que para mim não tinha o menor interesse.

Bastou eu dizer que estava feliz com as informações e ofertas que o gerente da minha conta passava regularmente para ela se descontrolar. Disse que lamentava ter que falar com clientes como eu – que recebem as ligações e não aceitam o serviço -, que o gerente da minha conta ganhava 10 vezes mais do que ela de comissão ao vender um pacote qualquer, que os clientes não tinha educação… E assim por diante. Dei risada, pedi desculpa e desliguei o telefone. Afinal, quem tinha que estar revoltado era eu, não ela.

Mas dura pouco: a assembléia de São Paulo já encaminhou para o governo a sanção de um projeto de lei que vai permitir que o telefone seja retirado dos computadores dessas empresas.

Riso e deboche nas falas de Marta Suplicy

Marta Suplicy, ex-ministra, ex-prefeita, ex-apresentadora de televisão… A mulher que voltará a comandar, em breve, a maior cidade do país só não consegue colocar no seu currículo um ex-debochada. Nesta manhã, ouvia a sabatina pela qual ela passou no Estadão e descobri a pólvora (tarde, pois nas redações e nas ruas muitos já falam isso). Ela fala entre risos, de puro deboche, em um tom superior que afasta o interlocutor. Tenho um colega de redação que tem o mesmo péssimo defeito. Terminamos uma conversa sobre matéria em discussão por causa desse tom. Com a Marta, não dá para discutir. Vamos ter que engolir.