Arquivo da categoria: Internet

Twitter será outra moda da web

O título do post é uma provocação: hoje precisei recriar minha conta no microblog para poder seguir alguns políticos. Eu tinha deletado meu ID no Twitter, criei só para entender o serviço quando ele começou a bombar. E continuou bombando, tanto que os políticos estão usando nessa campanha e eu precisei voltar.

Eu não sei se o serviço será apenas mais uma moda da internet. Acredito que o conceito vai sobreviver, mas sei lá o que será do Twitter em si. Já vi ICQ, Fotolog e tantas outras coisas ganharem visibilidade e depois sumirem. O fato é que acho um pouco chato essa história dos 140 caracteres. Veremos. Se o Papa criar um Twitter, a coisa realmente deu certo…

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Será apenas um blog fora do ar?

De repente, meu pai, que virou uma ‘espécie de estudioso’ da questão palestina, ficou órfão. Ele acompanhava de forma regular o Blog do Bourdoukan, que parece ter sido removido do blogspot. O escritor é conhecido por sua leitura crítica das atitudes de Israel. Será que tudo se acalmou na palestina e ele resolveu simplesmente que não tem mais motivo para escrever? Duvido muito. Se alguém tiver novidades, não deixe de avisar…

Nem Justiça Militar apaga da web vídeo de PM que fez Dança da Periquita

A notícia do policial milital de São Paulo que rebolou fardado ao som de um forró de duplo sentido foi das mais lidas na web na quarta-feira (3). Óbvia ridicularização de uma instituição fundamental para nossa sociedade. Por isso, todos os sites e jornais deram.

A maioria colocou o vídeo disponível no You Tube para rodar dentro da própria página da notícia. Assim fizeram Estadão, Terra e outros. A notícia saiu no Agora, versão impressa, com três fotos no topo da página. Houve um outro site líder em audiência que deu a nota acompanhada de uma reprodução da página do You Tube, sem link, no lugar da foto tradicional das matérias. Mais tarde, tirou o frame. E, no fim do dia, terminou por despublicar a matéria ou teve um erro fatal fez o link quebrar definitivamente.

Nas matérias que ainda permanecem disponíveis para leitura, como do jornal Folha de S. Paulo, pode-se ver que a corporação foi amplamente ouvida. Isso foi regra em todas as matérias. A PM informava que tomou medidas administrativas e estudava uma forma de obrigar a retirada de todos os vídeos do You Tube (Faça sua cópia antes que acabe).

“Fontes ouvidas pelo Papel Eletrônico” informam que as tais medidas legais já foram tomadas, inclusive com intenção de parar a repercussão da notícia dentro das redações. Entretanto, o fato é simples para quem entende o mínimo de internet: nem Justiça Militar apaga vídeo de PM que fez Dança da Periquita.

Os motivos são os mesmos que fizeram do vídeo de Daniela Cicarelli transando na praia permanecer no ar até hoje (quer ver? uma busca simples achei nesse link, mas seriam muitos outros). E a apresentadora bem que processou um monte de sites por issso.

Sendo assim, a única forma de apagar a humilhação é voltar no tempo. Como isso não é possível, resta evitar humilhações futuras formando melhor seus integrantes. Para além disso, só cabe aos jornais redobrar a atenção para a atuação dos agentes públicos que dançam no horário de serviço. Enquanto o PM rebolava dentro da base, alguém poderia ser assaltado do lado de fora e ele só poderia dizer que estava curtindo seu ócio criativo pago com nosso dinheiro.

A IURD pelo mundo

Na próxima vez que você ouvir que a Igreja Universal está presente em diversos países, lembre-se que essa ‘penetração” está mais próxima do que parece. Veja alguns dos links da Igreja Universal pelo mundo. Em espanhol, inglês, italiano, russo e francês: Universal Church of the Kingdom of God em mais de 170 países.

Recorte do site da Igreja Universal na Colômbia
Inglaterra
http://www.uckg.org
Flórida
http://www.iurdflorida.com/
Colômbia
http://www.centrodeayudacol.com
México
http://www.paredesufrir.com.mx
Portugal
http://www.iurdportugal.com
Itália
http://www.centroaiuto.it
Austrália
http://www.uckg.org.au/
França
http://www.centredaccueil.org
Espanha
http://www.familiaunida.es
Angola
http://www.iurdangola.com/
África do Sul
http://www.uckg.org.za/
Rússia
http://www.jesus.org.ru/
Israel
http://www.comunidadeisrael.com/
Japão
http://www.iurddigital.com/
Filipinas
http://www.uckgphil.org/
Nova Zelândia
http://www.uckg.co.nz/

Há que se notar alguns dos domínios: Centro de Ajuda, Família Unida e Pare de Sofrer. Domínio poderia ser apresentado como a identidade principal do site e em alguns casos evidencia sua missão. Outras, mostra como os organizadores do conteúdo desejam se localizados, seja via mecanismos de busca ou pela memorização. A proposta desta corrente religiosa é clara desde o primeiro clique: religião que resolve problemas.

Jesus e Satã se enfrentam em jogo de luta

Bible fight
Daquelas coisas que eu não imaginava viver para experimentar: seis personagens bíblicos se enfrentam em um jogo no estilo Mortal Kombat e Street fighter. No Bible fight, que você pode jogar online, sem necessidade de instalar na máquina, Eva, Noé, Moisés, Maria, Satã e Jesus se enfrentam em rodadas de muita pancadaria. Cada início de sesão é animada pelo som de canto polifônico (talvez o Miserere). Inacreditável… Só vendo para crer.

Eva tem entre seus poderes lançar as maças, chamar Adão para golpear o adversário ou lançar a serpente contra o oponente. Noé, por sua vez, pode invocar um dilúvio ou lançar a pomba contra seu adversário. E enquanto o próprio demônio se transforma em um cão de duas cabeças e lança fogo com seu tridente, Jesus tem o poder de lançar pães e peixes sobre seu adversário ou acertá-lo com a cruz. O jogo pode ser disputado em vários cenários: calvário, éden, mar vermelho… e a surpresa fica para os jogadores experientes: um sétimo personagem permanece bloqueado e provavelmente só pode ser utilizado por quem comprovar experiência. Até no jogo Deus parece ser inacessível para os simples mortais.

suicídio.com na Época

epoca_suicidiocom.jpgVale ler a matéria da Época disponível na versão online. Basta clicar aqui. Texto de Eliane Brum, Solange Azevedo e com colaboração de Renata Leal.

Idéias para um outro jornalismo blogueiro

Deu no Observatório da Imprensa. Vou encurtar o caminho e republicar por aqui…

Projeto Beatblogging testa novo modelo de cobertura jornalística
Postado por Carlos Castilho em 20/11/2007 às 12:41:22 AM

O Departamento de Jornalismo da Universidade de Nova York (NYU) começou a testar no dia 15 de novembro um novo sistema de reportagem setorizada que pode alterar os conceitos tradicionais sobre produção de notícias jornalísticas.

O projeto chamado BeatBlogging (literalmente: blogando setorizadamente) é uma idéia do irrequieto professor Jay Rosen, o diretor da Escola de Jornalismo que está tentando mudar as rotinas da reportagem na imprensa norte-americana a partir da idéia de que o repórter não é mais o dono da notícia.

Rosen reuniu um grupo de 13 repórteres especializados, que aqui no Brasil são chamados de setoristas, e deu a cada um deles a missão de usar um blog para criar redes de contatos, cujos integrantes serão os responsáveis pela produção das noticias publicadas na seção ou coluna assinada pelo profissional.

Na verdade trata-se de uma webificação do velho caderninho de telefones de contatos que até hoje ainda é a grande arma da maioria dos repórteres de polícia e de política. Só que em vez do caderno ser exclusivo de um único profissional, o participantes do BeatBLogging vão socializar seus contatos não só entre seus colegas e concorrentes como entre as próprias fontes de informação.

O projeto faz parte do programa NewsAssignment lançado por Jay Rosen, em meados de 2006 e cujo objetivo é questionar as rotinas das redações convencionais ao testar formas híbridas de produção jornalística, usando parcerias entre o público e profissionais da imprensa.

O primeiro grande projeto do programa foi o Assignment Zero, uma reportagem sobre o chamado jornalismo cidadão, produzida coletivamente por quase 100 pessoas entre profissionais e amadores. O projeto foi descrito como um “fracasso altamente satisfatório” por Rosen e pelos editores da revista Wired, que bancou parte do custo do projeto e publicou o texto final.

O mesmo principio foi aplicado no projeto Off the Bus no qual cerca de mil pessoas estão acompanhando a campanha para as eleições presidenciais de 2008, numa cobertura que foge aos padrões tradicionais da imprensa norte-americana e que está sendo patrocinada pelo badaladíssimo e altamente lucrativo site político The Huffington Post.

As redes de televisão ESPN e MTV, os jornais SeattleTimes, Dallas News e Houston Chronicle, junto com as revistas Wired e Education Week, bem como o site Cincinnati.Com e o blog Pharmalot, entre outros, escolheram repórteres especializados em algum tipo de área e cuja atividade passou a ser orientada pelo Departamento de Jornalismo da NYU e pela incubadora de projetos online IdeaLab.

Os 13 repórteres são profissionais experientes, quase todos neófitos em matéria de parceria com o público e que a partir de agora vão usar um blog pessoal para interagir com suas fontes de informação, que além de darem notícias, vão também participar da edição das matérias.

O que o projeto do professor Rosen pretende testar, na verdade, é a transformação dos jornalistas de guardiães da notícia em uma espécie de conselheiro ou tutor público em matéria de notícias de interesse público.

Tanto quanto o Assignment Zero, o Beatblogging é um projeto que corre um alto risco de insucesso por sua ousadia. É um terreno totalmente desconhecido e onde as resistências à mudança ainda são fortes.

Mas a NYU acha que este é o papel da universidade na era da informação. Só uma instituição deste tipo teria as condições para testar idéias tão inovadoras como o princípio de sabedoria das multidões (muitas cabeças pensando juntas podem produzir grandes soluções) e a da colaboração entre profissionais e amadores na comunicação.