Rei Lear – Shakespeare

Rei Lear, da L&PM

Ao construir seu caderno especial sobre a morte de Saramago, o Estado de S. Paulo comparou o português a Shakespeare. Foi a provocação que me faltava para dedicar algumas horas de leitura ao autor de Rei Lear.

As interpretações da obra são tão amplas quanto possível: a título de referência, seu enredo é citado até por Marshall McLuhan na introdução de A Galáxia de Gutenberg, quando analisa a atitude dos personagens. Teses a refletir sobre psicologia ou direito já foram fartamente costuradas ao redor da história do rei que decide entregar sua coroa e suas terras ao cuidado das três filhas.

As adaptações da obra para o cinema e versões teatrais são muitas e polêmicas, a começar pelo fato de muitas vezes optou-se por não conduzir a trama para o desfecho proposto pelo dramaturgo. Intenso, o final pode deixar angustiado o leitor ou espectador que sempre espera a vitória daqueles com quem se identifica ao longo da trama.

Mas, o que mais me chamou atenção na leitura (sobretudo nessa fase em que ando atento a estilos e detalhes narrativos) foi a capacidade de construção de personagens intensos, com suas intervenções simbólicas e diálogos surpreendentemente ricos.

O caminho das pedras é mesmo seguir atrás dos clássicos.

::: Dica de leitura – (lembrete para eu pesquisar em sebo, novo custa R$ 79)
A tragédia shakesperianaA.C. Bradley
(Resenha do livro no blog do Armonte, boa introdução ao livro e seu conteúdo)

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