O roubo das figurinhas da Copa me fez lembrar do livro “O Gênio do Crime”

O roubo das figurinhas da Copa do Mundo me fez lembrar de um livro fundamental para minha formação: O Gênio do Crime.

Eu não fui um leitor muito constante quando criança ou pré-adolescente, principalmente porque a casa só tinha uma bíblia e um livro de bolso no estilo faroeste. Ainda bem que existia a biblioteca da escola pública e os livrinhos que me foram presenteados por tias zelosas.

Não me lembro com qual idade, mas li a história que lançou João Carlos Marinho na literatura infanto-juvenil. Foi devastador. Vou comprar uma versão no sebo para figurar com destaque na minha humilde biblioteca. Questão de honra.

Sinopse

Este é o livro que inaugurou a turma do gordo. Seu Tomé é um homem bom, proprietário de uma fábrica de figurinhas de futebol. Existem as fáceis e as difíceis, fabricadas em menor quantidade. Quem enche o álbum ganha prêmios realmente bons.

Mas surge uma fábrica clandestina que fabrica as figurinhas difíceis e as vende livremente. O número de álbuns cheios aumenta e seu Tomé não tem mais capacidade de dar todos os prêmios. Há uma revolta, as crianças querem quebrar a fábrica. Edmundo, Pituca e Bolachão, e mais adiante, Berenice, entram em cena para descobrir a fábrica clandestina. Acontece que não se trata de simples bandidos. A quadrilha é chefiada por um gênio do crime. A cabeça do gordo é posta para pensar, travando-se um espetacular duelo de inteligências, que começa pelo incrível sistema de seguir pelo avesso. Um livro que, de saída, conquistou o Brasil.

O Gênio do Crime foi lançado em 1969. Sem tarde de autógrafos, sem publicidade ou cobertura de mídia, apareceu de repente nas livrarias. Rapidamente as crianças se apaixonaram e as edições foram se sucedendo. Conforme as crianças cresciam, as que vinham atrás se apaixonavam e isso nunca terminou, continua até hoje. Já virou rotina para o autor encontrar crianças com antigas edições nas mãos porque o pai e a mãe quando pequenos leram também. São os filhos e netos d’O Gênio do Crime. Os bisnetos estão chegando.

::: Uma entrevista com o autor:
http://criancas.uol.com.br/novidades/ult2313u147.jhtm

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Uma resposta para “O roubo das figurinhas da Copa me fez lembrar do livro “O Gênio do Crime”

  1. Caríssimos, li este livro, no início da década de 80, um presente de meu finado avô; diga-se de passagem, um presente riquíssimo, inesquecível, que fez com que me apaixonasse pela leitura e que, quando adulto, presenteasse as crianças de minha família com este livro, buscando despertar nestas a mesma paixão. Quem não leu, deve lê-lo, independente da idade que tenha. Livro valioso.

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