por que creio em Drummond

Em entrevista à Veja, Carlos Drummond de Andrade, em 1980, respondeu a seguinte pergunta:

Sem falsa modéstia: o senhor tem consciência da dimensão de sua obra?
Acho minha obra uma obra falha, uma obra que podia ser melhor. Ao escrever poesia, o que procurei fazer foi resolver problemas internos meus, problemas de ascendência, problemas genéticos, problemas de natureza psicológica, de adaptação ao mundo como ele existia. O resultado é esse. Não tenho maiores pretensões. As coisas mudam muito. Daqui a cinco ou dez anos, terei desaparecido e virão novos poetas, novas formas de poesia, novos critérios, novas tendências. Amanhã ou depois, daqui a cinqüenta anos, um sujeito diz: “Olha, descobrimos um poeta chamado Drummond, que tinha uma pedra no meio do caminho. Que coisa curiosa”. Ou “que coisa chata”.

É por essas e outras que creio em Drummond de uma forma quase religiosa.

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