Nuvens esferográficas

Quero apenas
minha caneta de volta.
Dourada.
Trazida por mãos morenas,
cheias de mistério e de vida.

Mas as luzes que agora vemos
são reflexos passados.

Quero apenas o que pertence ao infinito.

A letra esculpida com nosso sacramento.

Objeto de metal, ouro e tinta.
Ah, como eu quero minha caneta de volta,
por tuas mãos.

Quem sabe ela não me contaria suas verdades
para invadir de certezas
o ar paulistano
carente de verdades
e de nuvens esferográficas.

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