Fogo

Fui lá fora comprar cigarros.
Parece que já se passou um século.

Sobrou debaixo de muito pó
um monte de papéis
levados pelo vento.

Fecho a porta.
Busco o isqueiro
e mais uma vez,
a luz das faísacas
não se faz fogo.

Tudo parece gasto
e mal cuidado.

O tapete sujo é o espelho dos nossos caminhos.

Aqui dentro, passou o tempo

lá fora, tudo é barro,
ou pó levado ao céu pelo vento.

O mesmo que apaga o fósforo.

2-12-2006

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