Papel Eletrônico

Entradas categorizadas em ‘pentecostalismo’

Segmentação evangélica chega aos games

Agosto 28, 2008 · 1 Comentário

Quem já tocou Guitar Hero sabe que são muitos os bichos estranhos e chifrudos no cenário do game. Sem falar na letra das músicas, nada cristãs. Por isso, já há no exterior opção livre de heresia para quem deseja ser astro do rock, ainda que seja apena do rock gospel. Um fabricante já anuncia o produto Guitar Praise com set list que inclui White Cross, Skillet e Jonah33.

Mas a lista de “jogos bíblicos” ou jogos evangélicos é bem mais extensa, com possibilidade de jogar online. Um dos sites é o http://www.biblical.com.br/biblical/, que abusa do flash. É possível comandar cordeiros que fogem de lobos, preencher lacunas para formar textos bíblicos ou adivinhar a ordem dos mandamentos.

Categorias: Coisas da fé · dilemas pós · pentecostalismo · religião
Etiquetado:

Convertidas chamam acarajé de ‘bolinho de Jesus’

Julho 11, 2008 · Deixe um comentário

A antropóloga Gerlaine Martini, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) abordou o tema em parte da sua tese de doutorado defendida em julho de 2007: Baianas do Acarajé – A uniformização do típico em uma tradição culinária afro-brasileira. Em matéria do jornal A TARDE – clique aqui - ela diz:

“Percebemos uma forte mudança na tradição quando adeptas do candomblé se tornam protestantes. Mesmo professando uma nova crença, desejam manter sua fonte de renda. Para isso, decidem retirar todos os signos que liguem o quitute à religião africana, como a roupa branca, o turbante e as contas no pescoço. Desfiguram o ofício ao querer que o acarajé seja visto não como uma oferenda, mas apenas como uma refeição”.

Categorias: pentecostalismo

Sobre a distribuição e política na Folha Universal

Maio 20, 2008 · 3 Comentários

Vou deixar dois links sobre a Folha Universal para referências futuras.

O primeiro é um estudo sobre a retórica política do jornal da Igreja Universal, do bispo Edir Macedo. O artigo é de Valdemar Filho e vale ser lido aqui, basta clicar. Ele analisa os discursos dos bispos nos editoriais no ano de 2001 e mostra a confusão entre opinião política e discurso religioso.

Em outro momento, reportagem de O Globo – cujo título é ‘Folha Universal’ é vendida em lotes de cem – mostra (se é que posso dizer assim sem ser processado) que o bispo Edir Macedo resolve de uma só vez a estratégia de distribuição do jornal, a doação de dinheiro e a obra de evangelização da igreja. A matéria pode ser lida aqui ou seguindo abaixo.

Clique aqui para ler o restante do post

Categorias: Igreja Universal · pentecostalismo

Cantora evangélica fala sobre Padre Marcelo

Maio 2, 2008 · 8 Comentários

Padre Marcelo Rossi gravou a música “Seja o centro” da evangélica Ana Paula Valadão. No vídeo, a opinião da cantora. “Tenho ficado muito impressionada com os católicos. Às vezes a gente encontra (católicos) com o coração mais convertido do que dentro das igrejas evangélicas”, disse.

Categorias: Igreja Católica · pentecostalismo

Deus está no forró

Março 30, 2008 · Deixe um comentário

Para eles, Deus está no forró. Os catolicos tradicionais e praticantes de outras denominações acham ridículo. Para quem esteve no encontro ou comprou o CD do pastor, a experiência religiosa teve algum sentido. No You Tube, dá para perceber:

Quem usa o óculos das práticas tradicionais não consegue encontrar ‘verdade’ nessas práticas pentecostais, assim como também não a encontra nos ‘hinos’ de Padre Marcelo. A resposta mais simples que podemos dar para essas incompreensões ou incompatibilidades muitas vezes raivosas é que o mundo contemporâneo dá preferência para caminhos pessoais para o encontro com o sagrado. Cada um na sua e todo mundo curtindo. Difícil para quem acredita ser dono de uma religião verdadeira e única fundada por Deus compreender essas liberdades…

Em tempo, ‘Cego de Jericó’ também é título de uma das canções cantadas pelo Rodox, aquele ex-Raimundos. O som é interessante, versão acústica para a MTV:

Categorias: Coisas da fé · dilemas pós · pentecostalismo

cenas da Universal no You Tube

Março 12, 2008 · Deixe um comentário

Categorias: Igreja Universal · pentecostalismo

Será o segundo chute na santa?

Fevereiro 29, 2008 · Deixe um comentário

Categorias: Igreja Católica · Igreja Universal · journalism · mídia · pentecostalismo

Lula vira a capa da Folha Universal

Fevereiro 25, 2008 · Deixe um comentário

Folha Universal capa 829No primeiro clichê, o jornal semanal da Igreja Universal do Reino de Deus estampou na capa de sua edição 829 o relato de jovens que mantêm a virgindade até o casamento. Impressa em Belo Horizonte, a Folha Universal levou esse destaque para as cidades mais distantes do país. Nos grandes centros, a declaração do presidente Lula motivou a alteração da capa no segundo fechamento. A batalha jurídica da IURD contra a Folha de S. Paulo e a ameaça contra o Globo se estabeleceu com destaque em primeira página.

Veja post completo

Categorias: Coisas da fé · Igreja Católica · Igreja Universal · pentecostalismo

Duas culturas: ‘a que vai pro Céu e a que não vai’

Fevereiro 10, 2008 · Deixe um comentário

Entrevistado por Roldão Arruda, do Estadão, um índio guarani que virou pastor em plena reserva indígena resume o dilema da presença dos pentecostais entre os primeiros brasileiros. Ele diz: “Temos duas culturas a escolher: a que vai para o Céu e a que não vai”.

Só um deus (em letras minúsculas mesmo) muito voluntarioso poderia ter condenado tantos índios brasileirinhos ao inferno pelo simples fato de a colonização ter sido fato recente no Brasil. São coisas da fé e a trave está no olho de quem vê. Até demais.

Leia a matéria abaixo:

Aumenta tensão entre guaranis e evangélicos em reserva de MS
Seitas pentecostais se multiplicam em Dourados e pastores demonizam ritos culturais dos índios
Roldão Arruda

“Aleluia! Jesus, derrama seu poder! Glória a Deus! Amém!”

No início da noite, os gritos ressoam pela reserva dos índios guaranis, na periferia de Dourados, em Mato Grosso do Sul. Saem de pequenas, modestíssimas igrejas, erguidas ao longo dos estreitos caminhos de terra da reserva.

Há muitas delas por ali. São tantas que, às vezes, no intervalo dos clamores dos fiéis, é possível ouvir os gritos vindos da igreja ao lado. Mas mesmo assim não param de se multiplicar. É possível perceber esse movimento pelos vários templos em construção. Mesmo sem teto, com tijolos aparentes e à luz de velas, eles já operam.

Pelas contas de um dos líderes indígenas do lugar, o guarani-caiuá Getúlio de Oliveira, já chega a 36 o número de igrejas evangélicas plantadas naquela reserva – uma área de 3,4 mil hectares, na qual ficam as Aldeias Jaguapiru e Bororó e vivem 12 mil almas. Se o líder estiver certo, há uma igreja para cada grupo de 330 índios.

Quase todas elas se filiam a correntes pentecostais, com vários nomes: Deus É Amor – Pronto Socorro de Jesus, Igreja Pentecostal Indígena, Casa da Bênção, Congregação Maranata, Congregação Betel e outras. Até a Igreja da Unificação, do coreano Sun Myung Moon, que não venera Cristo e é dono de fazendas no Estado, tem feito incursões na área.

A invasão não é nova. Os guaranis convivem com evangélicos desde 1928, quando uma missão presbiteriana, chefiada por um pastor americano, se instalou no meio deles e está lá até hoje. A novidade é o surgimento de uma crescente tensão entre líderes pentecostais e guaranis.

Nos últimos dias, o escritório da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Dourados recebeu a visita de duas delegações indígenas, as duas com reclamos contra os evangélicos. Eles contaram à chefe do escritório, a assistente social Margarida Nicoletti, que os pastores estão elevando o tom dos ataques aos cultos indígenas; e que cinco de suas casas de reza foram misteriosamente incendiadas.

O pior, na opinião deles, é que os evangélicos estão se voltando agora para Panambizinho – outra reserva, a 18 quilômetros de Dourados, tida como um dos últimos redutos preservados da espiritualidade guarani. Seu principal líder religioso – o nhanderu, na linguagem guarani – estaria sendo acusado por obreiros da Igreja Deus É Amor de ser um enviado de Satanás.

O caiuá Getúlio de Oliveira, que além de chefe de clã familiar, também é nhanderu, conta que o ataque dos pastores inicia com a demonização do culto indígena. “O pastor discrimina nós”, conta, depois de desligar o celular e alisar uma pulseira de contas herdada do bisavô. “Diz que nosso trabalho, nossa reza, nossa dança é anhá – coisa ruim, do demônio. O urucum, que nós usa no rosto, ele diz que é bosta do rabudo, do Satanás.”

Outra tática dos pastores é afastar os fiéis dos ritos culturais indígenas: “Não deixa o índio ir em festa, faz ele ter vergonha da nossa tradição.”

Depois de convertidos, os homens guaranis raspam a cabeça, passam a vestir camisa de manga comprida, calça social e sapatos; e começam a se preocupar com o pagamento do dízimo às igrejas. As mulheres deixam o cabelo crescer e aumentam o comprimento das saias.

De acordo com o antropólogo Levi Pereira, professor da Universidade Federal da Grande Dourados e estudioso da cultura guarani, os índios convertidos são estimulados a interagir apenas entre eles: “Até nas escolas, as crianças de pais pentecostais tendem a excluir e demonizar os filhos de rezadores indígenas.”

O avanço pentecostal, na opinião do antropólogo, pode ter efeitos dramáticos: “Esse avanço ocorre diante de uma população fragilizada e encurralada em termos culturais, lingüísticos, geográficos. Por suas práticas demonizantes, pela intolerância e a desproporção de forças, o pentecostalismo pode ser o golpe de misericórdia no etnocídio a que estamos assistindo.”

Na Funai, Margarida Nicoletti, a chefe do escritório, tem recomendado aos índios que não abdiquem de suas crenças e rezem cada vez mais. Paralelamente, tenta fortalecer a liderança dos chefes de clãs e líderes religiosos.

Administrar o conflito religioso, porém, é apenas uma das muitas dificuldades que ela enfrenta na reserva de Dourados, considerada por antropólogos de diferentes tendências uma das piores do País – pela exigüidade do território, pela rejeição que sofrem dos moradores das cidades vizinhas, onde ainda são chamados de bugres, pela pobreza e pelos elevados índices de alcoolismo, violência e suicídio – especialmente no meio da população mais jovem.

FONTE: O Estado de S.Paulo
Publicado em: 10/02/2008

Categorias: Coisas da fé · dilemas pós · pentecostalismo
Etiquetado: ,