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Entradas categorizadas em ‘Fotografia’

Sergipe espera ser descoberto

Janeiro 14, 2009 · Deixe um comentário

Foz do Rio São Francisco, entre Sergipe e Alagos

Os dias de férias chegaram e com ele um vôo de duas horas e trinta minutos até Aracaju, em pleno verão. A capital sergipana luta para deixar a fama de destino de segunda categoria entre as capitais nordestinas e, apesar do muito trabalho que ainda precisa ser feito, merece a visita.

Por enquanto, deixo algumas fotos dos passeios que fiz no estado. Acima, o encontro das águas do Rio São Francisco com o mar, na divisa dos estado de Sergipe e Alagoas. Depois escrevo mais sobre os passeios, Conheci duas cidades históricas na região metropolitana de Aracaju, a Vila de Mangue Seco, na Bahia, e o canyon do Xingó. Veja em http://picasaweb.google.com/ardilhes/Sergipe

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Cão classe média

Outubro 14, 2008 · Deixe um comentário

Cão passeia de táxi na região do Largo de Santa Cecilia

Cão passeia de táxi na região do Largo de Santa Cecília

Categorias: Fotografia

visões do centro

Setembro 8, 2008 · Deixe um comentário

Categorias: Cidade · Fotografia

É possível registrar a fé em negativos

Agosto 31, 2008 · Deixe um comentário

Foi apenas no último dia da exposição Espírito Oculto, de Christian Cravo, que estive no espaço da Caixa Econômica Federal no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Nas 58 imagens da mostra, ele mostra que é possível registrar a fé em negativos.

A exposição na Av. Paulista foi um resumo do projeto. Com ele, o autor tem como meta mostrar a religiosidade dos povos a partir da simbologia da água. Neste caminho, já editou livro em 2000, sob o título de Irredendos. Por isso, vale notar que o material apresentado em imagens é muito mais rico do que apenas as inferências que podemos dele tirar em um primeiro momento ou em uma visita desavisada. Sendo a exposição um resumo do projeto, faltou um livreto ou notas ao lados das imagens que situassem mehor os registros dentro do percurso percorrido pelo fotógrafo em suas viagens à Índia, Gana, Haiti, Togo e Brasil.

Seu desejo de mostrar a fé além do seu aspecto institucional poderia ganhar contornos mais didáticos se, por exemplo, a foto da imagem no topo deste post estivesse contextualizada. Foi registrada na Índia, na cidade de Puri em 1997: o hinduísmo e a importância da água nas manifestações da religião estão explícitas na sequência. As imagens têm apelo por si só, mas, quando memorizadas junto com o conhecimento do novo, podem realmente se tornam inesquecíveis.

Vale procurar saber mais sobre o projeto. Estou em busca do livro. Para quem quer saber mais sobre o autor, aconselho: Entrevista de Christian Cravo ao FotoSite ou visite o site oficial.

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Santo dá origem a cemitério marinho

Agosto 25, 2008 · 6 Comentários

(atualizado, com comentários do fotógrafo no pé do texto)

No sábado, visitei o Centro Cultural da Caixa Econômica Federal. Fui surpreendido pela história de um ’santo popular’ que acabou dando origem a um cemitério no Ceará. Ele virou tema de ensaio fotográfico. Sou dos montes das minas gerais, desconheço o ritmo da vida e da morte nas areias do Ceará, mas fiquei surpreendido pela história por trás das imagens.

A exposição, em si, não é tão interessante. Som de mar ao fundo e apenas um terço das 25 fotos tem realmente algum apelo original. Não quero ser considerado arrogante ao falar assim dos três anos de trabalho que o fofógrafo empregou, mas tenho minhas críticas ao trabalho. Há boas imagens, mas sobretudo a história agradou. Deixo abaixo:

A exposição, por Gilmar de Carvalho:
PEDRAS COMPRIDAS, UM CEMITÉRIO MARINHO
Durante a Segunda Grande Guerra, no início dos anos de 1940, um corpo, dentro de um surrão de juta, foi jogado de um navio que navegava pelo litoral cearense. O corpo do “homem do saco”, anônimo, sem passado e sem nacionalidade definida, encalhou nas Pedras Compridas, praia de Icaraí, hoje município de Amontada, a duzentos quilômetros de Fortaleza. Um grupo de pescadores cumpriu o preceito bíblico e o enterrou nas dunas.

O morto passou a ser chamado de o “homem do saco” até aparecer em sonhos a um habitante da vila e dizer que seu nome era Serafim. A partir daí, ele ganhou promessas e teria feito com que a comunidade alcançasse graças. Logo o cemitério recebeu ex-votos em madeira, garrafas com água, velas, fitas, e fiéis plantaram flores resistentes aos ventos e à maresia. Parte da comunidade adotou Pedras Compridas e muitos mortos descansam em paz sob as dunas.

Descobrir o cemitério foi um exercício de desvelar a realidade, até então reservada aos poucos que tinham acesso àquele sítio. Pedras Compridas provoca estranhamento. É de uma outra beleza que se fala: um belo que se insinua sublime, por entre teias de aranhas, sol fracionado, areias escaldantes ou sob uma lua plácida e cúmplice, conivente com o que acontece no mundo. Alguns nomes estão ilegíveis nas tumbas, corroídos pela ação do tempo. Muitas cruzes estão quebradas. O abandono acentua a beleza epifânica do lugar. A natureza dilui o impacto da morte, os túmulos se escondem na areia e as cruzes parecem fantasmagóricas. Não se sabe bem se o cemitério existe ou se é uma “visagem”, como poderia dizer “seu” Lourival, que nos acompanhou, pela primeira vez, àquele lugar sagrado e mágico.

O vento sopra intermitente sobre as dunas. O mar é, ao mesmo tempo, barcarola e ameaça. O sol equatorial deixa tudo impreciso. O disparo da câmera de Francisco Sousa quebra o silêncio e nos leva a ser testemunhas desse mundo de imagens.

SERVIÇO:
A exposição “Cemitério Marinho – Fotografias de Francisco Sousa” ficará em cartaz de 23 de agosto a 28 de setembro na CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111). O horário de visitação é de terça a domingo, das 9h às 21h. A entrada é franca. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3321-4400 ou no site WWW.caixa.gov.br/caixacultural.

NOTA DO BLOGUEIRO: Abaixo, vou deixar ainda no corpo do texto o comentário que o fotógrafo responsável pela exposição deixou nos comentários deste blog. Como todo apaixonado pelo que faz, ele fez questão de defender sua obra. Foi válido, ele fez isso muito bem. A intenção é dar para todos a possibilidade de saber mais sobre a exposição que vale ser visitada. Eis os comentários do fotógrafo:

Estou agradecido pelo tom da crítica, pois o teor do ouro só pode ser provado sob o fogo. Considerando as noções subjetivas deste fotógrafo e dos expectadores que poderão contemplar as 25 fotos expostas, como foi o seu caso, esclareço que minha intenção não era demonstrar nada de sobrenatural. De certa forma, me detive em mostrar a vida pulsante e a poeticidade frente à morbidez de um cemitério. Devo mantê-lo informado que foram três anos de visitas e confesso que cheguei a atingir meus objetivos, posto que, em outras tomadas, no decorrer desse período, fiz fotos de um outro cemitério marinho, nada poético, mas tenebroso para ser mais exato. Em todo caso, só em ter caminhado por duas horas até chegar ao cemitério e ter repetido esse ato por muitas vezes, a começar por volta das 3 da manhã, na orla, em meio às dunas, às vezes com o brilho do luar, outras vezes, com escuro total, pisando cascalho de ostras, arrecifes, estrelas do mar e peixes com espinhas pontiagudas no dorso, literalmente, dei meu sangue. E não hesitei em permanecer até as 20 horas, em busca de flagrar o sobrenatural, mas nem assim alcancei. Desculpe-me, então. Fica para uma outra exposição. De certo modo, se consegui ser expressivo em um terço das fotos, digamos que obtive uma performance razoável. Quem sabe, da próxima vez, consiga fazer a metade das fotos com qualidade, até um dia obter sua aprovação de crítico exigente.
Cordialmente,
Francisco Sousa

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Juiz de Fora, imagem da dor

Agosto 15, 2008 · Deixe um comentário

Juiz de Fora vista do Shopping Independência

Juiz de Fora vista do Shopping Independência

passei um tempo sem aparacer, sem ver os montes. talvez, sabe lá, seja culpa da dor. estar, passar, conjugar juiz de fora sempre é dolorido demais da conta. desnecessariamente.

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Fé no brechó

Junho 29, 2008 · Deixe um comentário

Terços no brechó Minha Avó Tinha

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Praça do Patriarca

Maio 2, 2008 · 1 Comentário

Praça do Patriarca - Centro - São Paulo
Praça do Patriarca – Centro – São Paulo

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Novo cartão-postal paulistano

Abril 29, 2008 · Deixe um comentário

Ponte Octavio Frias de Oliveira
Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

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Visão preferida do Centro

Abril 28, 2008 · Deixe um comentário

Centro de São Paulo abril de 2008
Talvez esta seja minha visão preferida do Centro de São Paulo, pelo menos hoje. O edifício Martinelli, que aparece neste conjunto, é das coisas mais bonitas e imponentes da capital paulista.

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